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GLOSSÁRIO

Letra F

FAC - Fundo de Aplicação em Cotas: Termo que define um tipo básico de fundo de investimentos onde o fundo não compra e vende papéis e títulos no mercado, mas cotas de outros fundos. O termo FAC não determina a composição da carteira, mas apenas a forma de investimento: direta ou através de cotas. Um um fundo de renda fixa pode ser tanto FAC quanto FIF, sendo que se for FAC ele deverá aplicar seus recursos em cotas de fundos FIF.

FAPI - Fundo de Aposentadoria Programada Individual: Assim como os PGBLs, os FAPIs também representam uma forma alternativa de previdência complementar. A principal diferença entre eles está no tratamento fiscal, pois no FAPI existe cobrança de 20% de imposto de renda na hora do resgate, e 5% de IOF em caso de resgate no primeiro ano. Nos PGBLs não há incidência de IOF independente de quando ocorre o resgate.

Fechamento: É o valor de fechamento da ação em um determinado dia.

Fechamento Anterior: É o valor de fechamento da ação no dia anterior.

Fechamento Médio: É a média do valor de fechamento da ação durante um período (X).

Fechamento, Média de 89 dias: É a média do valor de fechamento da ação no dia, durante os últimos três meses (ou 89 dias úteis). Quando o fechamento estiver abaixo desta média, pode indicar uma boa oportunidade de compra; e quando estiver muito acima desta média, poderá indicar um bom momento para se vender a ação e realizar lucros.

Fechamento, Variação da média de 89 dias: É a variação percentual entre o valor de fechamento da ação no dia e a média do valor de fechamento da ação dos últimos três meses (ou 89 dias úteis). Quando positivo, mostra o quanto o fechamento está abaixo da média dos últimos 3 meses (ou 89 dias) e quando negativo, o quanto o fechamento está acima da média.
Fechamento de Posição: Quando da compra ou venda de uma opção, o investidor pode fechar a operação de duas formas: na data de vencimento ou através da venda (no caso de compra no primeiro momento) ou compra (no caso de venda no primeiro momento) da mesma quantidade da mesma série de opções.

Federal Funds Rate (Fed Funds): A principal taxa de juros norte-americana, pela qual os bancos dos EUA emprestam, ou tomam emprestado, recursos por meio interbancário; sendo, portanto, definida pelo mercado. O FED (Federal Reserve System) define uma meta para o Fed Funds e conduz a política monetária norte-americana procurando fazer com que a taxa fique dentro desta meta.

Federal Reserve Bank: Bancos centrais regionais norte-americanos. Há 12 Federal Reserve Banks nos EUA, cada um responsável por determinada região. Estes bancos trabalham em conjunto com o FED na condução da política monetária, fornecem informações sobre o desenvolvimento econômico de seus distritos e supervisionam as instituições bancárias de sua região.

Federal Reserve Departament (FED): É o banco central norte-americano, responsável pela formulação e execução de política monetária. Além disso, o FED age como regulador e supervisor do sistema bancário, serve como "banco" do Governo e o assessora em operações financeiras. A taxa de juros do EUA é definida pelo FOMC (Federal Open Market Commitee), principal órgão do FED.

FGV100: Índice desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas que acompanha o desempenho das 100 maiores empresas privadas brasileiras.

Fibonacci: Os números de Fibonacci são uma seqüência de números onde cada elemento é a soma dos dois anteriores:1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 610 ... Estima-se que, à medida que os preços das ações evoluem, os suportes e resistências se comportam de maneira aproximada aos números de Fibonacci. É uma teoria fenomenológica, é claro, mas que guarda certa relação com as ondas de Elliott.

Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

FIEX - Fundo de Investimentos no Exterior: Fundo doméstico que aplica no mínimo 60% de seus recursos em títulos da dívida externa brasileira.

FIF - Fundo de Investimento Financeiro: Assim como os FACs, o termo FIF define um tipo básico de fundo, que independe da composição da sua carteira. Os FIFs surgiram com a última alteração nas regras dos fundos, e englobam vários tipos de fundos de investimento, como por exemplo: renda fixa, DI, derivativos etc. A forma com que os recursos são aplicados depende do regulamento do fundo e regras de enquadramento do Banco Central.

FIF de FAC: Fundo de Investimento Financeiro em Fundos de Aplicação. Trata-se de uma maneira de diversificação de risco, uma vez que esses fundos compram cotas de outros fundos no mercado.

Fipe - Federação Instituto de Pesquisas Econômicas.

FITVM: Fundo de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários: Essa categoria vem substituir os antigos fundos de renda variável (Ex.: FMIA, FMIA-CL).

FIQ - Fundo de Investimento em Quotas.

FLIRB (Front Loaded Interest Reduction Bond): Emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady), com vencimento em 2009. Tem prazo de carência até 2003, quando passará a pagar amortizações semestrais fixas, e paga juros fixos de Libor de 6 meses mais 0,8125%, também semestralmente. O FLIRB não tem garantia de principal ou juros.

Fluxo de Caixa: Definido como o lucro líquido da empresa mais depreciação e amortização no mesmo período.

Fluxo de Caixa Disponível: Definido como o lucro líquido da empresa mais depreciação e amortização menos despesas de capital com ativos imobilizados e a variação do capital circulante da empresa.
Fluxo de Caixa por Ação: É o valor do fluxo de caixa da empresa, dividido pelo seu número total de ações, e definido como o lucro líquido mais depreciação e amortização no mesmo período.
Fluxo de Caixa Disponível por Ação: É o valor do fluxo de caixa disponível da empresa, dividido pelo seu número total de ações, e definido como o lucro líquido mais depreciação e amortização menos despesas de capital com ativos imobilizados e a variação do capital circulante da empresa.

FOB (Free on Board) - Designação da cláusula de contrato segundo a qual o frete não está incluído no custo da mercadoria. Valor FOB é o preço de venda da mercadoria acrescido de todas as despesas que o exportador faz até colocá-lo a bordo.

FOMC (Federal Open Market Commitee): É o membro mais importante do FED (Federal Reserve System) no que se refere à política monetária. É o FOMC quem define a meta da taxa de juros norte-americana, e conduz as operações de mercado aberto de acordo com a meta de juros estipulada. O FOMC é formado pelo Board of Governors do FED e por cinco presidentes de bancos centrais regionais, os Federal Reserve Banks. O chairman do FED é também Chairman do FOMC.
Free-float: Porcentagem do capital de uma empresa que não se encontra em mãos de acionistas estratégicos (aqueles com participação superior a 5% do capital total).

Franchising - Método de comercialização de produtos ou serviços no qual o franqueado obtém o direito de uso de uma marca e opera de acordo com um padrão de qualidade estabelecido pelo franqueador em troca de um pagamento de um determinado valor.

FTSE-100 Londres: Índice que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de Londres. O FTSE-100 é formado por uma carteira teórica de 100 ações, escolhidas pela participação no mercado e pela liquidez.

Fundos Agressivos: Em geral, trata-se de fundos que também incluem derivativos na composição da sua carteira, e por isso apresentam maior volatilidade que as demais categorias de fundos.

Fundos de Ações: Os fundos de ações aplicam seus recursos em uma carteira diversificada, distribuindo os resultados aos cotistas, proporcionalmente ao número de quotas possuídas. Existem restrições na composição da carteira desses fundos: devem manter no mínimo 51% de seu patrimônio aplicado em ações de empresas de capital aberto; não podem concentrar mais de um terço de sua carteira em ações de uma mesma companhia, nem utilizar operações de derivativos, exceto para proteção (hedge).

Fundos de Derivativos: Podem ser de dois tipos: fundos que utilizam derivativos como forma de diversificação do risco e, portanto, tem o objetivo de proteger o investidor (também chamados de fundos de hedge); ou que utilizam derivativos para aumentar a rentabilidade do fundo. O segundo tipo só é recomendado para investidores com um perfil agressivo de investimento.

Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) - Volume de recursos mantidos pelo governo federal para permitir o fechamento de suas contas. Originalmente seriam transferidos a estados, municípios e alguns ministérios.

Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS): Consiste em uma contribuição paga pela empresa aos funcionários, recolhida através da Caixa Econômica Federal, onde é depositada mensalmente uma parcela referente a 8% do salário bruto, lembrando-se de que não pode haver descontos no salário referentes aos depósitos efetuados.

Fundos de Hedge: Utilizam derivativos como forma de diversificação do risco e, portanto, têm o objetivo de proteger o investidor. Sendo assim, ao contrário dos demais fundos de derivativos, são adequados a investidores com um perfil mais conservador.

Fundos de Índices: Fazem parte dessa categoria os Fundos de Ações Ibovespa, IBX etc. Esses fundos procuram montar uma carteira com as ações que compõem os índices das bolsas de valores, em geral um reflexo da média do mercado. O índice mais usado como parâmetro é o Ibovespa.

Fundos de Investimentos: Forma mais conhecida de aplicação financeira, funcionam como uma espécie de condomínio de recursos individuais de pessoas físicas ou jurídicas. Na maioria dos casos, são como um condomínio aberto, sem limite máximo de participantes, administrado com a finalidade de aplicar esses recursos no mercado e maximizar o retorno para o investidor (cotista). A soma das aplicações individuais de cada um dos cotistas constitui o patrimônio do fundo.

Fundo de Investimento em Quotas - Fundos destinados a investir na compra de quotas de fundos de investimento títulos e valores mobiliários.

Fundos de Pensão: Instituições criadas para administrar os recursos dos planos fechados de previdência complementar.

Fundos de Renda Fixa: Englobam fundos cuja carteira é composta basicamente por ativos de renda fixa ou ativos que se comportam como tal, como por exemplo derivativos. Existem dois tipos principais de fundos de renda fixa: DI e de renda fixa tradicionais.

Fundos de Renda Fixa Tradicionais: Englobam os fundos de renda fixa que buscam uma rentabilidade acima da CDI, e para isso trabalham com um perfil mais agressivo de risco. A composição entre títulos pré e pós-fixados depende da visão que o gestor têm sobre a evolução nas taxas de juros, mas em geral, esses fundos investem em ativos pré-fixados.

Fundo de Renda Variável: Englobam fundos em que grande parte da carteira está investida em ações, ou ativos de maior volatilidade. Além dos fundos de ações e fundos de carteira livre, essa categoria também inclui os fundos cambiais, fundos de derivativos e fundos de dívida externa.

Fundos DI: São fundos que buscam uma rentabilidade em linha com o rendimento do CDI e investem em ativos pós-fixados, acompanhando a tendência das taxas de juros, tendendo a registrar maior rentabilidade em cenários de alta de taxas.

Fundos Exclusivos: Neles, os cotistas, de número limitado, são, em geral, grandes investidores, como, por exemplo, os fundos de pensões.

Fundos Genéricos: Tem maior flexibilidade na alocação de sua carteira e, em geral, são fundos mais agressivos que utilizam derivativos para alavancar a rentabilidade.

Fundos Imobiliários: São fundos cujos recursos captados são direcionados a empreendimentos imobiliários específicos, como por exemplo flats, hotéis e shoppings. Em alguns casos são fechados e dirigidos a grandes investidores e em outros possuem cotas nas quais pequenos investidores também podem participar.

Fundos Livres: Esses fundos têm um perfil mais agressivo de investimento e não têm compromisso de acompanhar qualquer ativo financeiro (dólar, taxas de juros, ações). Em geral, os fundos livres também operam com derivativos e não podem investir mais do que 49% da carteira em ações.

Fundos Multiporfolio: Esses fundos são FACs de FIFs de diversos mercados que, dependendo do gestor, podem ter um perfil mais de renda fixa ou mista, sendo que a participação de ações na carteira do fundo não pode exceder 49% do total.

Fundos Mútuos de Ações: Conjunto de recursos investidos em uma carteira diversificada de ações, com o resultado sendo distribuído aos cotistas, de forma proporcional ao número de quotas possuídas, após a dedução de impostos e taxas cobradas pelo administrador da carteira. Fundos mútuos de ações são administrados por corretora ou distribuidoras de valores, bancos de investimento, banco múltiplo com carteira de investimento ou gestores independentes.

Fundos Não Referenciados: Esses fundos não precisam ter 95% da carteira aplicada em títulos que acompanham a variação de um determinado indicador de mercado.

Fundos Referenciados: Esses fundos precisam ter no mínimo 95% de sua carteira composta por ativos que seguem a variação de um determinado indicador de mercado.

Fundos Referenciados em Câmbio: Pelo menos 95% da carteira está em ativos cujo desempenho acompanha a variação do dólar.

Fundos Referenciados em DI: Nesses fundos, no mínimo 95% da carteira é composta por títulos que acompanham a variação do CDI, com pelo menos 80% da carteira devendo ser aplicada em títulos públicos federais ou privados com baixo risco de crédito. Além disso, esse fundos não podem utilizar derivativos para aumentar a rentabilidade, mas somente para efeito de hedge.

Fundos Setoriais: Investem em ações de empresas de setores específicos da economia, como telecomunicações e energia, ou de empresas que tenham alguma outra característica em comum, como o fato de serem privatizadas, por exemplo.


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